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Post enviado em 03/07/2009 23h27m

Texto - um retrato de quem escreve



Toda a teoria que se possa trabalhar nos cursos de Formação de Professores não será suficiente para levar o futuro a professor a ter idéia da riqueza desta tarefa. Tarefa que exigirá do aluno uma sequência lógica de raciocínio, uma boa base vocabular, conhecimento da estrutura da língua materna, além de possuir criatividade para elaboração do texto.
Para essa tarefa, além da teoria, o que precisa este futuro professor conhecer para que possa propiciar a seus alunos uma chance verdadeira de que gostem da escrita e da leitura?
Escrever e ler, ler e escrever. Uma coisa começa na outra e volta ao ponto inicial.
Penso, estruturo mentalmente o meu discurso, escolho pontos do assunto a serem abordados. Estando o pensamento estruturado, começo a aventura da escrita, que é ao mesmo tempo uma atividade de leitura. Durante todo o tempo que escrevo, estou relendo o que escrevi. Dessa forma, a escrita, e repetidas leituras do texto em construção irão dando a forma a um pensamento, através da seleção vocabular.
Dita desta forma, parece que há etapas que sendo colocadas em ordem de execução levarão os alunos a escreverem seus textos com eficiência. Na verdade, não há uma receita de “bolo” para se ensinar a ler e a escrever. Entretanto, é possível formar os futuros professores com conhecimentos metodológicos, didáticos, além de uma grande sensibilidade que o torne um ser afetivo, em um sentido ampliado, não apenas atencioso e carinhoso com o aprendente, mas também aquele que se coloca na situação como um ser que afeta e é afetado. A afetividade é o motor que aciona o emocional para uma aprendizagem prazerosa, tranquila, sem o medo castrador do erro.
Mas não é isso que acontece geralmente. Para se passar adiante um conhecimento, liderar uma atividade é necessário que haja uma prática de toda a teoria envolvida no processo.
Se no curso de formação de Professor não houver um lugar especial para a teoria e prática, em conjunto, haverá uma bifurcação perigosa. A práxis pedagógica, apresentada através da dialogicidade, é que começa a dar corpo a uma faceta importantíssima na formação deste profissional que trabalhará com um material muito especial que é a criança que se encontra na fase da consolidação da alfabetização.

PROCURANDO SENTIDO NA CONSTRUÇÃO DO TEXTO

Vamos nos aproximar da teoria de uma autora bastante conhecida nos meios acadêmicos, especialista na questão da escrita, trata-se de Ingedore Villaça Koch que tem vários livros escritos sobre o tema. Alguns pontos são apontados por ela como importantes, muitos deles fundamentados nas escolas psicológica e psicolinguística soviéticas, que por sua vez, baseiam-se em Vigotsky. Seguindo um estudo de Leont’ev, Ingedore aponta em seu livro “O texto e a construção dos sentidos”, alguns destes aspectos fundamentais para qualquer atividade humana:
“1. existência de uma necessidade/interesse;
2. estabelecimento de uma finalidade;
3. estabelecimento de um plano de atividade, formado por ações individuais;
4. realizações de operações específicas para cada ação, de conformidade com o plano prefixado;
5. dependência constante da situação em que se leva a cabo a atividade, tanto para a planificação geral como para a realização das ações e a possível modificação do processo no decurso (troca das ações previstas por outras, de acordo com mudanças produzidas na situação).”

Essa reflexão geral sobre a atividade humana, aplica-se perfeitamente à atividade da construção de um texto pela criança.
Ela necessita estar estimulada para escrever, o professor deve ter conversado com seus alunos sobre a proposta da escrita do texto. Não se pode mais imaginar, ao fim da primeira década do século XXI, que algum professor possa apresentar uma atividade de escrita de um texto apenas dando-lhe o título e o número de linhas desejado, muito menos, achar que relembrar que todo texto possui início, meio e fim, sejam “dicas” suficientes para que se estabeleçam condições favoráveis para a atividade.
A criança precisa sentir que a proposta de trabalho tem significação para ela, precisa trocar ideias sobre o tema, com o professor e outros colegas, por vezes leituras de textos sobre o mesmo tema podem ser oportunas.
A criança necessita trabalhar bem a oralidade para que tenha tempo de organizar seu pensamento para a execução da tarefa.
Vejamos alguns fatores que interferem na construção do ato verbal:
1. Motivação: não é apenas um motivo, a criança não se interessa apenas por um motivo a cada vez que é solicitada a falar ou escrever. Geralmente apresenta-se um conjunto de motivos, embora possamos destacar um foco entre eles.
2. Grau de domínio da língua: à cada etapa da aprendizagem há um determinado nível de domínio a ser esperado pelo professor. Não há como estabelecer regras rígidas gramaticais para crianças recém-alfabetizadas.
3. Planejamento da tarefa-ação: é necessário que o professor se dê conta das inúmeras funções cerebrais, motoras e viso-motoras que são imbricadas na realização de uma tarefa. Importante lembrar que, ao invés da crença da teoria tradicional, reprodutivista e conteudista, que investem na reprodução de tarefas, as crianças pensam sobre a leitura e escrita levantando hipóteses sobre como se lê e escreve. A criança fixa-se em uma de suas hipóteses e lança mão de toda a sua bagagem de conhecimento para escrever ou ler. Daí, este sujeito, construtor de sua aprendizagem, idealiza o seu plano de ação para a escritura do texto, mediante o uso das estruturas linguísticas que já possui. O professor deve levar em conta este esforço inicial para que possa intervir de maneira habilidosa, sem invadir o espaço da escrita do aluno. É nesse momento da relação afetiva com o aluno que o professor poderá tornar-se um mediador positivo ou um elemento que derrube a hipótese da criança, fazendo-a a retroceder em suas hipóteses de escrita por ainda se sentir insegura.

O TEXTO COMO RETRATO QUE ESPELHA A VISÃO DE MUNDO DO AUTOR.

Costumava dizer aos meus alunos de Redação, de cursos preparatórios para o
Vestibular, que o texto nada mais é que um retrato de quem verdadeiramente ele é.
O professor que corrigirá seu texto, terá a possibilidade de vislumbrar seus valores de vida, sua cultura, seus gostos, a coerência de seus argumentos, a estrutura de seus pensamentos passados ao papel.
Enfim, nada escapará a um bom analista, que poderá até levantar hipóteses de como é a sua personalidade.
Ao lermos um texto, estamos lendo os pensamentos de alguém, que se dispôs a colocá-los no papel. Pode mentir? Enganar? Por certo que sim. As pessoas costumam usar máscaras sociais para se relacionarem com um mundo que temem.
Voltando aos nossos pequenos leitores- escritores, é necessário um outro olhar sobre suas produções textuais, as crianças necessitam de uma correção que seja mais para orientação do que para avaliação e cobrança. Escrever deveria ser encarado como prazer, uma grande distração e não uma imposição de uma escola que se empenha em colocar “tarefas e mais tarefas”, fazendo do cotidiano da criança um pesadelo do qual ela tenta se livrar, querendo faltar às aulas, escondendo trabalhos de casa para sobrar tempo para o prazer do entretenimento com o que realmente gosta de fazer, usar a Internet, assistir vídeos e televisão, além dos videogames.
Quando a escola conseguirá envolver as novas tecnologias em prol de um envolvimento prazeroso do aluno com a educação?
Quando este dia chegar, o aluno não precisará de estímulos para escrever, sua satisfação em comunicar suas ideias será o principal suporte para o exercício da escrita.
Neste dia teremos, verdadeiramente, uma Escola Aberta, democrática e eficiente.



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Post enviado em 02/04/2009 12h40m

Educação a Distância: recursos didáticos.



Texto da Professora Terezinha Machado de acordo com o apresentado no material do MEC: Referenciais para elaboração de material didático para EaD no Ensino Profissional e Tecnológico.

Planejar para cursos na modalidade Educação a Distância é tarefa criativa mas que envolve conhecimentos específicos. O aluno de EaD precisa contar com um bom apoio didático para poder superar as barreiras da distância de seus professores.
O Referencial do MEC, citado acima, fala de um processo de construção coletiva e uma obra aberta. Fala de um processo de construção contínuo, sistemático, organizado de tal forma que as ferramentas de comunicação sejam utilizadas na mediação entre aluno e professores.
Seguiremos neste estudo a orientação emanada do Referencial para Construção de Material Didático de EaD/MEC para fundamentarmos a escolha de critérios adotados.
Qualquer trabalho pedagógico, utilizando qualquer tipo de mídia, necessita de uma fundamentação teórica que o sustente. Essa fundamentação deve levar em conta aportes filosóficos, sociológicos e pedagógicos do curso a ser ministrado. Sem esse suporte teórico correremos o risco de cairmos no vazio do “achismo”.
Eis o que nos apresenta o Referencial /MEC:
“• Identificação de demandas associadas aos arranjos produtivos locais;
• Características identificadas no levantamento do perfil do público-alvo;
• Condições objetivas de infra-estrutura para o desenvolvimento de cursos técnicos a distância;
• Potencialidades e limitações das linguagens de cada uma das mídias;
• Definição clara de objetivos gerais e específicos orientadores da aprendizagem;
• Equilíbrio entre a formação profissional e a formação humanística;
• Consideração das características de representação da brasilidade;
• Desenvolvimento da afetividade, da cidadania e da ética;
• Possibilidade de parcerias na produção interinstitucional do material didático;
• Conservação do material didático produzido em um repositório para ser alimentado pelas instituições de ensino; e
• Integração das diversas mídias, buscando a complementariedade.
• Definição clara de objetivos gerais e específicos orientadores da aprendizagem;
• Equilíbrio entre a formação profissional e a formação humanística;
• Consideração das características de representação da brasilidade;
• Desenvolvimento da afetividade, da cidadania e da ética;
• Possibilidade de parcerias na produção interinstitucional do material didático;
• Conservação do material didático produzido em um repositório para ser alimentado pelas instituições de ensino; e
• Integração das diversas mídias, buscando a complementariedade.”
1. Projeto político Pedagógico.
Em qualquer trabalho educacional institucional, como é o caso da EaD, devemos ter, em cada instituição um Projeto Político Pedagógico que norteie as linhas filosóficas, sociológicas e pedagógicas do curso. É de suma importância que o setor de Educação aprenda a tarbalhar planejando suas atividades a curto, médio e longo prazo. Precisamos nos tornar, verdadeiramente, profissionais da Educação, pesquisando o entorno das instituições, que perfil queremos imprimir a um curso, que objetivos pretendemos alcançar. Sem isso, correremos o perigo de ver o nosso trabalho enfraquecido e exposto a críticas de outros profissionais que desvalorizam o saber pedagógico. Para não sermos merecedores das críticas é necessário que pesquisemos para construir projetos inéditos, fundamentados numa boa teoria e que se estabeleça uma prática que leve o aluno a se desenvolver em toda a sua potencialidade.
2.Estabelecimento de objetivos de aprendizagem.
A clareza na formulação dos objetivos contribui par que aluno e professores tenham a mesma visão do que se quer alcançar. Tendo os objetivos estabelecidos deve o professor selecionar os conteúdos e organizá-los em blocos temáticos ou módulos que serão desmembrados em aulas.
3.Avaliação da aprendizagem.
A avaliação deve deixar de ter o seu foco conteudístico e quantitativo para ocupar o seu espaço na facilitação do diagnóstico da aprendizagem do aluno. A avaliação deve visar o acompanhamento do aluno, verificando se houve dificuldades e localizando em que ponto ocorreram as dificuldades para que o professor possa reelaborar seu plano de ensino. Por isso é tão importante que se tenha a visão de que o planejamneto não tem um fim em si mesmo, ele tem que ser flexível para atender à demanda dos alunos.
4.Material didático de acordo com a formação étnica e cultural do povo brasileiro.
Mesmo num curso a distância, o professor não pode abrir mão da sua característica de formador. A cidadania, a ética, a afetividade devem estar presentes em sua ação pedagógica.
Construir, junto com o aluno um vínculo afetivo com a aprendizagem poderá ser a diferença entre ter ou não alunos motivados para a aprendizagem.
5.Regras para arquivar materiais didáticos de EaD.
Todo material utilizado num curso, se for preparado institucionalmente, deve ser armazenado em ambientes próprios com indexação do material produzido de acordo com as regras internacionais.
Há a obrigatoriedade desses materiais estarem disponíveis, durante todo o curso, para consulta de professores e alunos.
6. Integração de material didático.
Segundo o documento do MEC: “ Deve-se buscar a integração do material didático (impressos, audiovisuais e material para ambientes virtuais de ensino e aprendizagem), no intuito de que eles se complementem. O material produzido pode apresentar um certo grau de redundância, aproveitando as potencialidades das diversas mídias. Além disso, é necessário que seja desenvolvida uma identidade visual que possibilite a percepção de que essas mídias pertencem a um determinado curso.”

7. Material didático para EaD tem a seguinte divisão dado pelo Referencial do MEC:
Apresentado em três blocos: material impresso, material audiovisual e material para ambientes virtuais de ensino e aprendizagem – Web.
a)Material impresso: tornam-se um dos principais meios de socialização do conhecimento, subdividido em outras mídias e que devem ser articulados e integrados a outras mídias: vídeo,telefone,e-mail,fax, chat e o próprio ambiente virtual onde podemos ainda utilizar o fórum, que também utiliza a escrita.
Para o aluno, o material impresso é vantajoso porque lhe é mais familiar, pode levar para qualquer lugar, respeitando seu ritmo de leitura.
Entretanto é bom lembrar que a eficácia do material impresso requer um pré-requisito do aluno possuir bom ritmo de leitura, bom vocabulário e nível de interpretação de texto.
b)Material audiovisual: representados por vídeo, vídeo-aula, videoconferência, teleconferência e outros. O material audiovisual é fundamental na modalidade curso de Educação a Distância, auxiliam largamente o aluno no processo ensino-aprendizagem.
Como não existe a presença física do professor o áudio estimula o aluno a vivenciar a experiência apresentada no texto, podendo ainda ser mais eficiente se for aliado à imagem de um vídeo ou DVD.
O uso das novas tecnologias educacionais podem auxiliar muito o cursista de EaD porque lhe apresenta outras ferramentas de aprendizagem que são pouco utilizadas nos cursos presenciais.
O importante é que o professor ao utilizar estes recursos audiovisuais coloque o aluno como centro de aprendizagem como sujeito construtor de seu conhecimento, sujeito ativo.
c)Ambiente virtual(web):o computador veio trazer uma interessante contribuição para a EaD porque permite a criação de material didático com várias mídias agregadas ao mesmo tempo. O aluno tem a possibilidade aprender de forma interativa, complementar e hipertextual.
A ligação do computador com a grande rede da Internet faz com que o aluno possa ter este meio digital como grande ferramenta de pesquisa, ampliando incomensuravelmente sua área de aprendizagem.
O aluno ganha uma incrível autonomia, criando sua própria metodologia de estudo.


Terezinha Machado - Mestre em Educação, Especialista em Educação a Distância e Professora de Ensino Superior das Faculdades Integradas Simonsen.



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Post enviado em 04/02/2009 13h04m

Renovação das Esperanças



Início de ano, vida nova, assim nos passaram nossos pais. Estamos iniciando um novo período letivo.
Na área de Educação o ano começa agora. Escolas, Pais, Professores e Alunos estão prestes a iniciar mais um tempo de desafios, mas a luta será boa se mantivermos acesa a chama do amor pela Educação e a certeza de que sem ela não haverá possibilidades de mudanças para melhor.
Para os Professores a esperança do emprego sonhado ou a manutenção do que já possui. Quem sabe este ano possa ser o ano da virada tão sonhada em Educação? O que a Classe do Magistério espera não é só melhores salários de acordo com a alta responsabilidade que se lhe impõe a educação de crianças, jovens e adultos, mas a recuperação da dignidade profissional que aos poucos se foi perdendo nestas três últimas décadas. Coloca-se toda carga do fracasso escolar na conta do Professor. Como se fosse possível culpar apenas uma das partes do processo ensino-aprendizagem. Tem tanta coisa envolvida: formação do professor, acompanhamento de equipe pedagógica bem preparada, cumprimento das ordens e legislação emanadas de um poder centralizador, o famoso sistema de educação, a condição física da escola, equipamentos, cursos constantes de atualização do professor, planejamento viável e com objetivos bem claros, ajuste deste planejamento à real condição da turma que este professor ministrará suas aulas, condições do nível da turma em relação ao que foi planejado, ou seja, adequação do planejamento. Fala-se tanto em planejamento flexível e, no entanto, há direções de colégios que se orgulham em “não mudar uma vírgula do que foi planejado”!
Há outra face do processo, não menos importante, que é o alunado. Também já houve época em que se queria depositar a culpa do fracasso escolar nom ombros dos alunos: “eles não querem nada, não estudam, fazem bagunça nas aulas, não são assíduos”. Enfim, sempre a preocupação deslocada de seu verdadeiro foco, em vez de se procurar saídas para a grave crise educacional que atravessamos há décadas, procura-se um culpado, um bode expiatório para a falta de rendimento da Educação com péssimos resultados globais em avaliações aferidoras do nível em que se encontra a Educação em nosso país.
Finalmente os pais, estes também já levaram parcela da culpa do fracasso escolar, se dizia que os pais não “cobram” de seus filhos que “estudem em casa, não comparecem a reuniões programadas para se fazer o acompanhamento pedagógico das crianças, alguns não compram o material escolar, algumas crianças não contam com seus pais no processo educacional externo”, muitos não são órfãos e são abandonados na casa de avós, tios ou padrinhos, tudo isso cria pequenas causas para o mau rendimento escolar dessas crianças.
Esquecem esses analistas de plantão que o processo ensino-aprendizagem envolve vários elementos: aluno-professor-família-contéudo-critérios de avaliação, entre outros. Se a Escola não tiver um rumo pedagógico coerente com a modernidade, se pais e professores não tiverem um conhecimento adequado de como as crianças deste século aprendem de acordo com as vivências que têm, então será muito difícil buscar qualidade e bom resultado em Educação.
Não adianta querer colocar peso maior em um dos elementos que compõem o processo ensino-aprendizagem, cada um tem a sua importância. O melhor é dar uma trégua a tantas exigências, repensar a função da Educação, rever conceitos, procurar verificar se o tipo de ensino que gostaria que seu filho tivesse não está calcado em modelos ultrapassados de quando cursavam os Ensinos Fundamental e Médio.
Ensinar como aprendeu é ensinar para ontem. Esta premissa serve para Pais e Professores. Vivemos num mundo tecnológico. Qual a criança que não sabe da televisão a cabo, computador e Internet? Só mesmo as que vivem num estado de miséria muito grande, onde a educação pública não chegou com essa renovação de tecnologia educacional. Aqui falamos de uma clientela, em geral, que tem acesso a uma escola de qualidade, com professores formados e atualizados, que contem com uma escola com o mínimo de modernidade em suas instalações, além de contarem com uma boa alimentação durante o período de aulas.
Não podemos esquecer das crianças que têm dificuldades de aprendizagem já detectadas, onde já foi feito um diagnóstico do que será necessário se fazer em termos de acompanhamento profissional para que estas crianças tenham a chance de vencer suas barreiras no aprendizado.
Outros casos são mais simples, são apenas falta de adequação da escola escolhida pelos pais, teoria educacional que não se coaduna com a necessidade da criança. Neste caso procurar outra escola com os critérios e conceitos que são importantes para a família pode significar um Novo no ano educacional desta criança. Permanecer onde a criança rejeita por se sentir rejeitada no processo é um erro que terá como conseqüência mais um ano sem rendimento esperado.
Dessa forma, desejo aos leitores um bom início de ano letivo, renovando as esperanças de que este ano será diferente, que colocaremos em prática a nossa aprendizagem passada e que veremos o resultado positivo ao final do ano.
Estamos começando o ano com a maioria das cidades brasileiras depositando sua fé em novos Prefeitos. A eles os votos de boa administração e que principalmente as áreas de Educação e Saúde recebam tratamento diferenciado e especial. Fevereiro marca a volta das crianças às ruas com seus uniformes, material escolar novo e muita esperança que a escola este ano seja boa e divertida.
A quem interessar possa, nossas crianças são o maior patrimônio que este país possui. Não as decepcionemos, que cada um faça o que puder para ajudar uma criança a ter uma aprendizagem produtiva, que possa nos trazer a esperança de um futuro melhor porque estamos trabalhando nele agora.
Bom retorno às aulas!



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Post enviado em 15/11/2008 18h36m

Inclusão Escolar: um grito social.



Há alguns anos, quando me encontrava como Dinamizadora de Cursos para Coordenadores Pedagógicos, da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, deparei-me com o início da Inclusão Escolar de crianças Portadoras de Necessidades Especiais.

Foi um começo difícil porque não havia professores ou escolas em número suficiente para a inclusão de todas essas crianças que se encontravam fora das escolas.

Trata-se aqui da classe menos privilegiada da população, que não pode manter seus filhos em escolas particulares pelo valor das mensalidades.

A Secretaria tinha uma boa estrutura, porém insuficiente para dar suporte às escolas com alunos enturmados em classes normais. Tenho sempre problema com essa palavra “normal”. Que parâmetros se pode eleger para dizer o que é ou quem é normal? Depende de tantos critérios, que fico com a música do Caetano Veloso que diz “(...) De perto ninguém é normal (...)”. Essa palavra me incomoda no momento em que a sociedade acaba afastando da convivência social as crianças que não se encaixem no rótulo de normais. Há uma discriminação que, com o trabalho realizado pelo Governo, vem diminuindo. A força do trabalho educacional é muito grande. As pessoas não têm noção do que a Educação é capaz de vencer com seus conhecimentos e persistência.

Entretanto, quando falamos da força da Educação, estamos falando de algo subjetivo, impessoal. Na verdade, existe a força das pessoas envolvidas na Educação, os chamados Profissionais da Educação. Essa força nem sempre é pressentida nem mesmo pelos próprios profissionais

Começa o nosso problema. Não há, em estado nenhum do Brasil, uma Secretaria de Educação que consiga enturmar todas estas crianças que necessitam de cuidados especiais por inúmeros motivos, muitas vezes alheios ao desejo de bem atender:

1º: Os prédios, em sua grande maioria, não são adequados a estas crianças, não possuem rampas, cadeiras de rodas em número suficiente. A maioria tem apenas escadas e poucas são as que têm apenas um andar.
2º Não há professores itinerantes suficientes para darem cobertura às redes escolares públicas para levarem apoio pedagógico aos professores destas turmas.
3º: São raríssimos os cursos que formam, em Pós-Graduação, Professores para a Educação Especial Inclusiva.
4º: Os professores ficam receosos de lidar com estas crianças por não se sentirem com conhecimento adequado sobre suas síndromes ou deficiências especiais.

Há outros itens, mas julgo serem esses os principais. Se já é difícil o processo ensino-aprendizagem em classes ditas “normais”, imagine-se este processo numa turma com uma ou mais crianças que requeiram cuidados especiais.

É um problema social, além de educacional. As famílias destas crianças precisam também ser assistidas por especialistas para darem continuidade no lar ao tipo de educação que essas crianças necessitam.

Falta muito para se obter uma educação de qualidade nas escolas públicas, mas falta muito mais para incluirmos nesse processo, as crianças PNEs.

Seria necessário que houvesse uma maior conscientização sobre o assunto. A Secretaria de Educação poderia celebrar convênios com universidades e criar cursos de Pós-Graduação em vários locais para facilitar o acesso de professores aos mesmos.

Acredito que este investimento incrementaria um trabalho produtivo, ordenado e mais tranqüilo na educação de crianças PNEs.

As famílias deveriam receber assistência médica e psicológica sobre como educar em casa estas crianças. Só acredito num trabalho educacional de sucesso quando unimos a Escola e a Família. As duas partes precisam se conhecer e ter confiança mútua. O trabalho tem de ser desenvolvido em conjunto, para que estas crianças possam ter seus limites ampliados. Ninguém pode limitar o outro, ninguém pode dizer até o onde pode se desenvolver. Quantos casos já são conhecidos de pessoas que venceram seus próprios limites pela força de vontade e uma boa orientação?

Lembro as palavras da pesquisadora e escritora Maria Teresa Eglér Montoan, em seu livro “Inclusão Escolar - O que é? Por quê? Como fazer?”: “(...) Estamos ‘ressignificando’ o papel da escola com professores, pais, comunidades interessadas e instalando no seu cotidiano, formas mais solidárias e plurais de convivência. É a escola que tem de mudar e não os alunos, para terem direito a ela! O direito educação é indisponível, por ser um direito natural, não faço acordos quando me proponho a lutar por uma escola para todos, sem discriminações, sem ensino à parte para os mais e para os menos privilegiados. Meu objetivo é que as escolas sejam instituições abertas incondicionalmente a todos os alunos e, portanto, inclusivas.”

Existe um problema ético que permeia todo esse problema de inclusão, há uma dimensão crítica, transformadora que passa por toda essa luta por uma inclusão escolar de PNEs de uma forma mais produtiva para todos. Não só as crianças sofrem quando não se pode dar um prédio adequado às suas necessidades, professores com conhecimentos que o possam ajudar a entender melhor seu tipo de problema, os professores sentem-se mal em não atender muito bem às crianças que mais necessitam, essa era a queixa que se ouvia das professoras trazidas pelos coordenadores na época dos cursos. A família também fica abalada porque quer ajudar seus filhos a terem, no futuro, melhores condições de vida e, quem sabe, uma chance de serem incluídos no mercado de trabalho, uma necessidade crucial, pois depende a sobrevivência dos mesmos.

O Brasil possui, pela última estimativa do censo, um contingente de, aproximadamente quinze milhões de Portadores de Deficiências Especiais. Que país pode desprezar esse enorme número de cidadãos sem atendê-los e procurar fazer dele um grupo feliz porque produtivo e participante do desenvolvimento?

A inclusão não pode ser imposta por lei. Só isso não basta, a inclusão tem de ser imposta pela nossa consciência de cidadão em se responsabilizar por outros cidadãos que precisam de nós para alcançar seu lugar na sociedade.

A inclusão é fruto de uma educação plural, democrática que derrube regras e crie outras que lhes sejam favoráveis. É certo, que seu processo inclui uma crise educacional, inicialmente, pois desmonta um processo onde não havia espaço para essas crianças. Há a necessidade de se criar uma nova identidade de professor e aluno. O aluno inclusivo não se prende a modelos ideais, portanto necessita que os professores se reciclem para uma nova postura de lecionar, de organizar seu planejamento, lembrando sempre que há alunos que são deferentes, apenas isso. Afinal, mesmo numa classe chamada “normal”, as crianças são diferentes e aprendem de forma diferente.

O convívio de crianças PNEs entre as ditas “normais” já traz uma grande contribuição social, porque ambas aprendem a lidar com a questão. Não só as inclusivas, mas as outras aprendem a lidar com diferenças maiores.

Quando a professora aceita bem esse desafio há uma tendência para que as crianças também se esforcem e até ajudem com prazer o colega inclusivo.

Este assunto é muito delicado, mas não podemos deixar de encará-lo. É um problema a mais na nossa Educação já tão comprometida com o fracasso escolar das classes populares.

Não é tarefa de um, só do Governo, da criança, do Professor ou da Escola. É um problema de âmbito nacional. Podemos melhorar as condições de atendimento a estas crianças sim, mas precisamos abrir novas frentes de Formação de Professores de Educação Especial Inclusiva, além de providenciar prédios escolares que estejam de acordo com a Lei de inclusão, onde essas crianças tenham livre acesso de ir e vir, democratizando os espaços escolares.

Quanto mais preparados estiverem os Profissionais de Educação para enfrentarem a Inclusão, melhor será o efeito da mesma.

O sorriso de uma criança que vai bem na escola é algo que não tem preço!( parafraseando um anúncio de cartão de crédito)

Mudanças já!

Tereza Machado



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Post enviado em 12/10/2008 15h25m

PROFESSOR - UM COMUNICADOR QUE DEVE PROVOCAR A APRENDIZAGEM







As próximas décadas serão de uma sociedade em mudança acelerada, com um alto nível tecnológico, com um grande avanço do conhecimento em todas as áreas.

A preparação do professor não poderá, portanto, restringir-se à formação meramente acadêmica que se restringe à preparação disciplinar, curricular, mediadora, ética com uma visão institucional e coletiva e, quem sabe, uma bagagem sociocultural; além de outros elementos que até o momento não faziam parte dos cursos de formação de professores como intercâmbios internacionais, relações estreitas com as comunidades, relações com assistência social a seus alunos, etc.

Os professores estão assumindo responsabilidades educativas que corresponderiam a outros agentes de socialização que não lhe eram cobradas em décadas passadas. Havia uma clara definição do papel da escola e o da família em relação à Educação.

Efeitos da globalização, com indicadores para medir a qualidade educativa, a falsa autonomia da educação e a gestão educacional demandam uma rediscussão do papel do poder, da autoridade e do autoritarismo. Todo este novo modo de gerenciar o processo ensino-aprendizagem anteriormente envolvia apenas alunos e Professores. Hoje, quando estamos valorizando o Projeto-Político-Pedagógico de cada escola, vê-se que toda a comunidade, o entorno da escola faz parte do processo de aprendizagem daquele pequeno grupo social. A participação da comunidade na tomada de decisões escolares é atualmente uma das grandes saídas que se vislumbra na melhoria da qualidade de ensino nas escolas públicas.

A legitimação oficial da transmissão do conhecimento escolar que antes era imutável, hoje é vista como transitória e provisória, frente às recentes descobertas de pesquisas de novos teóricos na área da Educação – Se o professor parar de estudar, vai morrer da doença da paralisação paradigmática.

Faz-se necessário a identificação do currículo oculto das estruturas educativas. A formação permanente deve ajudar o professor a desenvolver um conhecimento profissional que lhe permita avaliar a necessidade potencial e a qualidade de inovação educativa que deve ser introduzida constantemente nas instituições.

O professor deve tornar seu olhar pesquisador, investigador e trabalhar junto com outros professores, aprendendo com o outro e buscando novas soluções e informações. O aluno é da escola, o professor é de todos. Que tal enfrentar-se juntos as dificuldades?

O crescimento do professor está centrado na Escola, a base é o diálogo e a confiança no outro, compartilhada pelos participantes, não julgando o papel e a tarefa de cada um, mas tendo como marco a reflexão conjunta e significativa, propondo metas a serem atingidas para o sucesso dos alunos, com o auxílio de todos.

A Equipe Pedagógica que conquista seu grupo, que consegue juntá-lo pelos laços da afetividade e compromisso profissional, passa a exercer a função de maestro de uma orquestra afinada, harmônica e feliz.



Breve histórico das mudanças ocorridas na Educação no século XX

Anos 60

Crise mundial da Educação. O professor vê-se no centro dessa crise. Há grande expansão da escolarização e ampliação das redes escolares.

Atualmente, comparando os problemas com os da década de 60, vê-se o paradoxo das sociedades cada vez mais escolarizadas e, por outro lado, com maiores problemas de civilização, de ética, de moral e de aprendizagem. Durante os últimos 20 anos, a humanidade acumulou mais conhecimentos técnicos do que todo o conhecimento humano até então.

Paulo Freire, na sua simplicidade de grande mestre, disse, nessa época:



“Se é possível alterar o que vem do chão,

se é possível enfeitar a casa,

se é possível crer desta ou daquela forma,

se é possível nos defender do frio e do calor,

se é possível desviar o leito dos rios, fazer barragens,

se é possível mudar o mundo que não fizemos, o da natureza,

por que não mudar o mundo que fizemos,

usando a cultura, o livro e a história?”

Neste balanço das formas de atuação do professor, o professor Rui Canário nos mostra três histórias bem pertinentes ao que queremos demonstrar em relação à importância das mudanças profundas na Formação Profissional do Professor:

1. Aprendizagem de natação da Marinha portuguesa onde o Professor é argüido por um aluno que é campeão de natação, enquanto o professor prepara novos recrutas para aprenderem a nadar: - “Mestre, sendo eu campeão de natação, não poderia ser dispensado desta aula, em terra, só de exercícios?” Então o Mestre responde: - “Não, porque tu sabes nadar em piscina cheia de água, mas, aqui no solo você nunca nadou”.

[Fica claro um traço fundamental – a dissociação da experiência do aprendente com o saber valorizado pela escola. Neste caso o Professor não valoriza o saber que o aluno já possui e não lhe atribui significação. O importante é seguir o Programa!]



2. Trabalho de casa: O professor dá o conceito de zênite e passa para casa a tarefa: O que é zênite? A própria filha do Professor Rui Canário traz-lhe a pergunta: - “Pai, o que é zênite?” O pai fica meio atrapalhado, mas tenta lhe explicar, mas antes pergunta a filha se não havia outros colegas que também não tivessem entendido o conceito de zênite. Resposta da filha: - “Ninguém entendeu, papai”. Então, o pai pergunta: - “Mas, filha, e tu não perguntastes a teu Professor ou algum dos teus colegas sobre o que é zênite?” A filha: - “Sim, papai. Então o Professor disse para não nos preocuparmos com isso. Porque abóboda celeste não existe, o zênite é um ponto imaginário que passa da abóbada celeste pelo meio do nosso crânio. E, por último disse que, provavelmente, nunca iríamos usar este conceito”.

[Traço fundamental – qual é o sentido da aprendizagem?]



3. A 3ª história passa-se num exame de Física, com um aluno inteligente, e que tinha estudado pouco. O professor pergunta como o aluno usaria o barômetro para medir a altura de um prédio. O aluno deu várias explicações diferentes, mas todas corretas, porém diferentes da que o Professor ensinara em aula. Assim, o aluno não foi aprovado, mesmo mostrando toda sua criatividade e conhecimentos variados sobre o assunto. Apenas não deu a RESPOSTA QUE O PROFESSOR QUERIA.

4.

[Traço fundamental – inversão da escola: Quem faz as perguntas são aqueles que já sabem as respostas, e não os alunos que têm a curiosidade]



Já no final do século XX, o economista Robert Harsh vê dessa forma o currículo: “Uma linha de produção, dividida ordeiramente em disciplinas, ensinadas em unidades de tempo pré-estabelecidas, organizadas em graus e controladas por testes standarizados, destinados a excluir as unidades defeituosas e devolvê-las para reelaboração”.



O professor Rui Canário vê, no século XX, três tipos de escola:



• Escola das certezas: Primeira metade do século XX



- Funcionou como fábrica de cidadãos nacionais.

- A escola tinha um conjunto de valores e formava o cidadão.

- Os professores gozavam de grande prestígio.

- Os professores eram construtores da cidade-nação, eram os principais construtores da República.

- Preparavam para o ingresso na divisão do trabalho.

- Registro elitista, mas promoviam, excepcionalmente, por ascensão social.

- Não produziam desigualdades sociais.

- Procuravam ser justos, num mundo injusto.



• Escola das promessas: Final da II Guerra Mundial até os anos 70

- Época chamada pelos economistas de 30 anos gloriosos.

- Diversificação da oferta educativa.

- Atitudes de euforia e otimismo, a escola era portadores de três promessas: a de desenvolvimento, a de mobilidade social ascendente e a de maior justiça e igualdade social.

- Euforia compartilhada pelos poderes públicos e pela população à busca de um futuro melhor para seus filhos



• Escola das incertezas: Surge ainda nos anos 60

- Aparece a recessão, ao invés das escolas das certezas e das promessas, a escola passa a ser vista como uma instituição injusta, dentro de uma sociedade também injusta.

- Insere-se num contexto marcado por pessoas cada vez mais escolarizadas, aumento das desigualdades sociais, aumento de desemprego estrutural, precarização do trabalho, desvalorização dos diplomas e, ao mesmo tempo, os diplomas se tornam mais necessários, embora cada vez menos rentáveis.



Pode-se sonhar com um Quarto tipo de Escola, dando continuidade ao item anterior?



Nós proporíamos a Escola da esperança para os dias atuais.

Dialeticamente, só se busca o que não se tem:

- Pede-se paz, porque foi perdida nas ondas de agressividade e violência do mundo moderno.

- Procura-se pela qualidade de ensino, porque não há conformação com o quadro de fracasso na aprendizagem nas escolas.

Muito mais teríamos a falar da Escola da Esperança, mas o que mais se necessita atualmente é de novas ações, criatividade e compromisso, para que se possa dar ao Povo a Educação de Qualidade tão almejada por todos.






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Post enviado em 15/04/2008 12h55m

PARECER ESTABELECE NOVO CONCEITO DE DIA LETIVO



Até que enfim,prevaleceu o bom senso dentro da Educação,desde a LDBN nº9394/96 não se podia contar como dia letivo nenhuma atividade inerente ao processo pedagógico que não fosse a aula ,propriamente dita,era um absurdo de causar espécie.Por esta interpretação da Lei de Ensino, que vigora até hoje,as atividades de avaliação,Conselhos de Classe,saídas da escola para excursões escolares de real aprendizagem,nada disso era considerado dia letivo.
Eis a notícia veiculada pelo Sindicato dos Professores do Rio de Janeiro:

"Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região - Abril de 2008 - Informe Especial
Parecer que flexibiliza o conceito de dia letivo é aprovado pelo Conselho Estadual de Educação
Foi aprovado por unanimidade pela Câmara de Educação Básica do Conselho Estadual de Educação, no dia 25 de março e pela Plenária em 08 de abril, também por unanimidade, o Parecer Normativo de número 043/08 que flexibiliza o conceito de dia letivo. O Relator do Processo foi o Conselheiro do CEE e Presidente do Sinpro-Rio, professor Francilio Paes Leme.

Esclarece-nos Francilio que seu parecer toma como base três aspectos: a valorização do profissional da educação, a obediência ao cumprimento dos 200 dias letivos e das 800 horas mínimas e, a autonomia do CEE em emitir Parecer ou Deliberação sobre a matéria. Sua argumentação estende-se invocando o artigo 206 da Constituição e os artigos 3º, 13º, 24º, e 67º da LDB, além dos Pareceres 05/97 e 12/97 do CNE, para chegar ao seu voto:

1- A partir do ano de 2009, os estabelecimentos de ensino poderão considerar como efetivo trabalho escolar, para efeito de contagem dos 200 dias letivos mínimos, as atividades pedagógicas de planejamento, avaliação e formação continuada do professor, realizadas fora do espaço tradicional da sala de aula, que se desenvolvam , sem a presença dos alunos, desde que sejam organizadas tendo como objetivo a plenitude da formação do aluno.

2- Tais atividades deverão ser organizadas pela instituição de ensino, em atendimento ao seu Projeto Político Pedagógico, previstas no calendário escolar, constantes da carga de trabalho do professor, garantidas as 800 horas mínimas de atividades presenciais com os alunos.

3- As atividades pedagógicas de planejamento, avaliação e formação continuada do professor, poderão ocupar até 12 dias letivos a serem distribuídos de modo que se realizem seis a cada semestre letivo.

O presente Parecer Normativo passa a vigorar a partir da data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Conselho Estadual de Educação do Estado do Rio de Janeiro, 18 de março de 2008.

O professor Francilio chama a atenção para o fato de que as instituições de ensino - ao organizarem no início do ano letivo, as atividades pedagógicas de planejamento, avaliação e formação continuada do professor, realizadas fora do espaço tradicional da sala de aula - estarão obrigadas a incluí-las no calendário escolar e considerá-las constantes da carga de trabalho do professor. Isso significa que serão obrigatoriamente pagas.

É importante esclarecer que o Parecer 043/08, para entrar em vigor, terá que ser homologado pela Secretária Estadual de Educação.

Sua aprovação por unanimidade demonstra a importância das conclusões do Parecer, tanto para as instituições de ensino quanto para os professores.

O texto integral do parecer pode ser encontrado no portal do Sinpro-Rio: www.sinpro-rio.org.br

A Diretoria do Sinpro-Rio "

Abraços,
Tereza Machado



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Post enviado em 11/04/2008 15h49m

DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM NA INFÂNCIA



Vou falar sobre um dos problemas que mais atemorizam pais e as próprias crianças: falta de aprendizagem escolar.
Em primeiro lugar, vamos distencionar ao ler o artigo, relaxe os ombros, mexa cabeça, gire seu pescoço, pensa que é brincadeira?Falo muito sério.Pelos anos de experiência que vivi como Diretora Pedagógica Escolar e exercendo também a Psicopedagogia Institucional era o que mais me chamava a atenção a angústia ,a tensão que as famílias encaravam as dificuldades educacionais de seus pequenos.
Principalmente na época da alfabetização formal, vejo que não é somente a criança que se encontra em processo de alfabetização, toda a família se preocupa, se desgasta em acompanhar o filho,por vezes,trilhar o caminho da alfabetização que acaba se tornando,para alguns, o Caminho das Pedras.
Quando a criança vem cedo para a Escola, os profissionais da Educação têm mais tempo para detectar se a criança possui algum problema, seja do mais simples,por exemplo,visão ou audição até alguns mais complicados como a dislexia ou a temida Hiperatividade que tem várias causas,embora sejam crianças muito inteligentes, não têm a aprendizagem condizente com o grau de inteligência.
São casos e mais casos que abarrotam salas de Coordenadores Pedagógicos que encaminham estas crianças para Neurologistas,Oftalmologistas,Otorrinolaringologistas,Psicólogos,Psicopedagogos e Fonoaudiólogos.





Muitos pais vinham a minha procura nas Escolas por onde passei, ansiosos querendo saber o que poderiam fazer para ajudar seus filhos,sempre respondi:-SENDO PAIS! Criança em casa precisa de Família que a ajude a se organizar, ser cuidadosa com seu material, que lhe eduque, lhe coloque limites e lhe dê muito carinho. É essa a fórmula principal da Família que quer ajudar seu filho na escola, fazer com que ele aprenda a ser responsável, assíduo e pontual, que faça seus deveres de casa.Mas, pára por aí.O desgaste que observava em algumas famílias com crianças que tinham dificuldade de aprender era impressionante, muitos pais acham que os filhos têm preguiça de estudar, porque não entendem que hoje em dia o “estudar” que ele conheceu na escola MUDOU RADICALMENTE!Não dá para se ensinar uma criança para ONTEM, isto é passado.Precisamos ensinar nossas crianças para um Futuro que desconhecemos como será.Temos algumas idéias de que tipo de Homem precisamos formar para ter sucesso no FUTURO: ser criativo,responsável,aprender a aprender sozinho,ter iniciativa, saber trabalhar em equipe,saber ouvir mais do que falar.Essas são algumas características que a maioria dos teóricos em Educação e Profissionais de Educação consideram como indispensáveis em qualquer sociedade do futuro.
A criança nasce potencialmente pronta para aprender.A falta de aprendizagem é SINTOMA de que algo não vai bem com esta criança.
Pais, deixem a educação escolar para ser trabalhada pela Escola, procurem a Equipe Pedagógica para esclarecer qualquer dúvida.Se forem aconselhados a levar seu filho a um especialista, não demorem,qualquer atraso pode redundar em fazer essa criança perder um ano, repetir um ano .Já está provado que repetir um ano escolar derruba qualquer auto-estima infantil.Afinal quem gosta de ser REPROVADO em qualquer situação da vida até hoje, como adulto?
Ninguém melhora com reforço negativo.Saibam que um REFORÇO POSITIVO vale mais que vinte reforços negativos.
Brigar com uma criança que tem dificuldade na aprendizagem é quase uma covardia, ela não é preguiçosa, o que o seu corpinho demonstra em se espreguiçar, abrir a boca, pedir para beber água ou ir ao banheiro é um pedido de SOCORRO, ”alguém me entenda, por favor? Não estou entendendo nada!”
Por isso, prezado leitor, é necessário que se escolha bem em que escola vai matricular seu filho, que Teoria de Aprendizagem a escola segue, se é tradicional, se é construtivista, sociointeracionista,montessoriana.
Por vezes, a criança que tem problemas escolares numa determinada escola, basta mudar para outra que cessam todos os sintomas descritos acima.

Prezado leitor, se manifestar desejo em se aprofundar mais nesse assunto, é só escrever, eu farei a continuidade do tema.Obrigada pela leitura, até mais



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Post enviado em 29/03/2008 14h25m

ASSASSINATO DOS BEBÊS FOCAS



Estou estarrecida, até onde chega a maldade, o desrespeito a um ser vivo, ainda indefeso, a falta de conscientização ambiental praticada por um dos países celebrado no mundo inteiro como um dos mais civilizados!?!?
Sinceramente, não consigo nem ao menos ver a matança impiedosa na televisão, são bebês, não me importa de que espécie sejam, são seres vivos, como eu e você que me lê neste momento.
Assombro!O que leva o Canadá, aumentar a cota de caça aos pobres bebês focas para até 275 mil assassinatos, cota ampliada do ano passado que sequer atingiu o teto anterior permitido.
As focas já estão sendo atingidas pelo degelo ártico, estão com seu habitat em perigo.O que pretende o Governo canadense?Extinguir de vez com essa espécie animal??
Fico pensando que se fosse no Brasil, com outra espécie de animal, certamente seríamos taxados de selvagens, incultos, desumanos, povo subdesenvolvido, enfim tudo o que de pior se poderia dizer da falta de consciência ecológica.
Mas,como o Canadá apresenta um dos melhores Índices de Vida do Planeta, há uma repercussão mundial, mas não na dimensão que o caso exige.
Amigo leitor, é necessário que cada ser vivente e pensante deste planeta se conscientize que ou tomamos uma séria determinação em nossa vida de proteger este planeta ou não sei se veremos,brevemente, a revolta da Natureza se agigantar contra a espécie humana que há séculos,sistematicamente,vem extinguindo espécie animais, florestas, espécies do mundo vegetal além da violência contra o próprio homem.
Isto não é sentimento tão somente ecológico, é muito mais, é consciência de SER PENSANTE e REFLEXIVO.
Já não bastou o tsunami levar de uma só vez mais de 180 mil pessoas??Precisamos rever todo aquele horror novamente?
As enchentes em todos os países, os furacões,os vulcões,os terremotos, todas as formas de energia do Planeta Terra estão alvoroçadas.Cada um pare para refletir sobre as causas deste aquecimento global e as conseqüências que, a cada momento, mais se avizinha de todos.
Façamos cada um a parte que achar que deve ser feita para minorarmos o desgaste do Planeta, pensemos nas nossas gerações futuras, nossos netos, bisnetos.Assim fizeram nossos bisavós e avós, nos legando um Planeta habitável para o ser humano porque ,moderadamente, estava em paz com a Natureza.Com o avanço da tecnologia e com o pensamento capitalista de que os fins justificam os meios, rapidamente, entramos, no final do século século XX e início do século XXI,numa aceleração do desgaste das riquezas minerais, vegetais,animais, sem falar no problema anunciado de um futura escassez de água potável.
Deixo registrado o MEU VEEMENTE PROTESTO DA MATANÇA DOS INDEFESOS BEBÊS FOCAS.

Hoje são eles os assassinados, que outra espécie será atacada desta forma COVARDE???



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Post enviado em 25/03/2008 20h32m

HOMENAGEM A HELIO PELLEGRINO



A CÓLERA-ESPERANÇA

“Atiro-a contra as quinas erguidas desta madrugada, contra estes
edifícios enormes, parados contra o cinza do céu sujo como o sabão
que lava o piso dos botequins ao fim da noite.
Atiro-a contra o cansaço do mundo, contra o meu próprio e
inenarrável cansaço, atiro-a em nome da utopia que é minha, a tua, a
nossa utopia, atiro-a com raiva, sem estratégia, sem prudência, como
uma hemorragia que se esvai e tinge a calçada com o esguicho de
seu incêndio rubro.
Atiro-a para nada, para o nenhum resultado do grito que precede o
baque do corpo atropelado na rua, atiro-a no ar do mar, na curva
corrosiva do azul, à porta dos orfanatos e prostíbulos, atiro-a ao
chão, como bile sanguinolenta que escorre, como quem cospe um
dente arrancado por um murro na boca.
Mas atiro-a, flecha turva, esperança e nojo, vida e cólera, atiro-a com
este punho fechado, com esta sede e esta fome, atiro-a com a funda
mais funda do meu sonho mais profundo, atiro-a contra argentários e
fundiários, opressores e ditadores, atiro-a em meu nome e em nome
dos que ainda não têm nome, e em nome dos que em dores e cólicas
acordam para o seu nome, e ao rés do chão, em pleno pó, o
desentranham.”
(Hélio Pellegrino, abril, 1964)
Fonte: http://www2.fpa.org.br/portal/modules/news/article.php?storyid=324

“Quanto você faz 20 anos está de manhã olhando o sol do meio dia.
Aos 60 são seis e meia da tarde e você olha a boca da noite. Mas a
noite também tem seus direitos. Esses 60 anos valeram a pena.
Investi na amizade, no capital erótico, e não me arrependo. A
salvação está em você se dar, se aplicar aos outros. A única coisa não
perdoável é não fazer. É preciso vencer esse encaramujamento
narcísico, essa tendência à uteração, ao suicídio. Ser curioso. Você só
se conhece conhecendo o mundo. Somos um fio nesse imenso tapete
cósmico. Mas haja saco!"
(Carta a Fernando Sabino, revista pelo autor ao fazer 60 anos).
Fonte: http://www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia_c_4708.html
Correção: Helio Pellegrino faleceu no dia 23 de março de 1988, no RJ.
(Pesquisado em Biblioteca em Cena, do Instituto Moreira Salles)





BIOGRAFIA: (in : http://www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia_c_4708.html)
1924

Hélio Pellegrino nasce em Belo Horizonte (MG) no dia 05 de janeiro, filho de Braz Pellegrino, médico ilustre, e Assunta Magaldi Pellegrino, nascida no Sul da Itália.

1928

Conhece Fernando Sabino, seu colega de jardim-de-infância, de quem se tornaria amigo por toda a vida.

1939

Demonstrando seu interesse pela literatura, dedica-se à leitura de Drummond e escreve seus primeiros poemas.

1940

Uma geração de mineiros, que viriam a ser grandes escritores nacionais, circula por Belo Horizonte: Emílio Moura, João Ethienne Filho, Francisco Iglésias, Wilson Figueiredo, Carlos Castello Branco, Autran Dourado, Sábato Magaldi, entre outros. Hélio estreita sua amizade com Paulo Mendes Campos, Otto Lara Resende e Fernando Sabino. Formou-se, assim, o grupo que ficou conhecido como "Os 4 mineiros". Publica, pela primeira vez, um poema no jornal "O Diário".

1942

Face à pressão da família, ingressa na Faculdade de Medicina de Belo Horizonte. Dizia, depois, aos amigos: "Eu queria mesmo era fazer filosofia, mas naquela época, não tinha Faculdade de Filosofia em Minas". E acrescentava: "Na verdade eu fazia era medicina, boemia e política".

"Deixai-o", considerado seu primeiro poema significativo, é publicado na revista católica "A Ordem". Conhece em Belo Horizonte o poeta Vinicius de Moraes.

1943

Decide-se pela área da medicina psiquiátrica. Em sua "Autobiografia" ele fala do incidente que motivou essa decisão:

"...Lembro-me de uma aula de fisiologia nervosa, no segundo ano. O doente, com tabes dorsal, ao centro do anfiteatro escolar, era um velhinho miúdo, ex-marinheiro, vestido com o uniforme da Santa Casa, onde estava internado. Suas pernas, hipotônicas, atrofiadas, pendiam da mesa de exame como molambos inertes. Jamais me sairá da memória o antigo lobo-do-mar, exilado das vastidões marítimas, feito coisa, diante de nós. Suas andanças pelo mundo, seus amores em cada porto ficavam reduzidos, em termo de anamnese, a um contágio venéreo ocorrido décadas atrás. O velhinho, contrafeito, engrolava o seu depoimento, fustigado pelos gritos de — "fala mais alto!" —com que buscávamos saciar nosso zelo científico. De repente, o desastre. Sem controle esfincteriano, o velho urinou-se na roupa, em pleno centro do mundo. Vejo-o, pequenino, curvado para a frente, tentando esconder com as mãos a umidade ultrajante. Seu pudor, entretanto, nada tinha a ver com a ciência neurológica. Esta lavrara um tento de gala, e o sintoma foi saudado com ruidosa alegria, como um goal decisivo na partida que ali se travava contra a sífilis nervosa.

O velho ficou esquecido como um atropelado na noite. A aula prosseguiu, brilhantemente ilustrada. Os reflexos e a sensibilidade cutânea do paciente foram pesquisado com maestria. Agulhas e martelos tocavam sua carne — esta carne revestida de infinita dignidade, que um dia ressurgirá na Hora do Juízo. Meu colega Elói Lima percebeu, juntamente comigo, o acontecimento espantoso. "O marinheiro está chorando" — me disse. Fomos três a chorar.

Entre lágrima e urina, nasceu-me o desejo de me dedicar à psiquiatria. O choro do velho, seu desamparo, sua figura engrouvinhada sobre a qual parecia ter-se abatido todo o inverno do mundo, tudo me surgiu de repente como o grande tema de meditação, a partir de cuja importância poderia eu, quem sabe, encontrar um caminho. ...".

Ainda nesse ano, viaja a São Paulo com Fernando Sabino, onde conhece Mário de Andrade. Começam uma correspondência que durou até a morte de Mário, em fevereiro de 1945.

1944

Com Wilson Figueiredo, Simão Vianna da Cunha Pereira, Otto Lara Resende, Francisco Iglésias e Darci Ribeiro, edita o combativo jornal clandestino "Liberdade". É um dos fundadores da União Democrática Nacional - UDN. Conhece o escritor francês católico George Bernanos.

1945

Participa do Primeiro Congresso de Escritores, realizado no Teatro Municipal de São Paulo. Colabora regularmente no suplemento literário de “O Jornal” ,no Rio de Janeiro. Concorre, pela UDN, ao cargo de deputado federal.

1946

Se desliga da UDN e funda a Esquerda Democrática, ligada ao Partido Comunista. Conhece, no Rio de Janeiro, Mário Pedrosa, o responsável, anos mais tarde, por sua presença na fundação do Partido dos Trabalhadores - PT.

1947

Inicia a prática psiquiátrica no Raul Soares, manicômio do Estado. Conhece o poeta Murilo Mendes. Capitaneia uma iniciativa editorial, a revista “Nenhum”, que teve um único e sensacional exemplar. Publica pelo grupo literário “Edifício”, formado por Wilson Figueiredo, Autran Dourado e Sábato Magaldi, um livreto com dois poemas: "Poema do príncipe exilado" e "Deixe que eu te ame".

1948

Em 11 de dezembro, casa-se na Igreja de Nossa Senhora de Lourdes com Maria Urbana Pentagna Guimarães, companheira nos próximos quarenta anos, com quem terá sete filhos.

1949

Nasce a primeira filha, Maria Clara Guimarães Pellegrino.

1950

Abre consultório particular, transfere-se do manicômio Raul Soares para o Hospital de Neuropsiquiatria Infantil. Nasce o segundo filho, Pedro Guimarães Pellegrino.

1952

Nasce Hélio Guimarães Pellegrino. A família Guimarães Pellegrino se muda para o Rio de Janeiro. Hélio inicia análise didática com Iracy Doyle e trabalha como redator no jornal “O Globo”.

1953

Colabora no semanário “Flan”, onde conhece o escritor Nelson Rodrigues. Abre consultório psicanalítico com Hélio Tolipan e Ivan Ribeiro.

1954

Nasce Clarice Guimarães Pellegrino.

1956

Morre Iracy Doyle. Hélio interrompe a análise didática.

Fernando Sabino lança "O encontro marcado", romance no qual o médico Mauro Lombardi é inspirado na pessoa do biografado.

1957

Nasce Tereza Guimarães Pellegrino. Mudam-se para a rua Nascimento Bittencourt, 85,Jardim Botânico, local que logo se torna ponto de encontro de intelectuais e artistas.

1958

Reinicia o processo de análise didática, agora com D. Catarina Kemper, com o propósito de se formar psicanalista, o que ocorre em 1963.

1960

Nasce Dora Guimarães Pellegrino.

1964

O escritor sofre uma isquemia coronária.

1965

Nasce seu sétimo e último filho, João Guimarães Pellegrino.

1966

Hélio colabora, até fins de 1968, no jornal “Correio da Manhã”. Participa de congresso na cidade de Santiago do Chile, onde apresenta a tese "O pacto edípico e o pacto social", de grande repercussão no meio psicanalítico.

1968

Sua participação na política o faz ser respeitado pelos estudantes, líderes da movimentação política libertária desses anos, tornando-se porta-voz dos intelectuais. Discursa na “Passeata dos Cem Mil”, e participa da Comissão dos Cem Mil. No dia 13 de dezembro é decretado o Ato Institucional Número 5.

1969

É mantido preso por dois meses — divididos entre o Regimento Caetano de Farias e o Primeiro Batalhão de Guerra. É processado sob a acusação de líder comunista. Morre aos 63 anos seu pai, Braz Pellegrino.

1970

A tensão em que todos viviam também o atinge. Sofre um enfarte no miocárdio.

1971

A idéia da Clínica Social de Psicanálise surge das conversas que mantinha com D. Catarina Kemper. Visando sua realização, iniciam-se na Faculdade Cândido Mendes os “Encontros Psicodinâmicos”, que coordenavam.

1973

Inaugura, com um grupo de psicanalistas, a Clínica Social de Psicanálise, instituição pioneira de atendimento gratuito que visava a integração entre psicanálise e sociedade

1974

Casa-se com a física Sarah de Castro Barbosa, com quem ficará por sete anos.

1977

Morre José Pellegrino, seu irmão mais velho.

1978

Com João Batista Ferreira e Jochen Kemper, assumem, por quatro anos, a direção da Clínica Social. Publica nos “Ensaios de Opinião”, volume 7 da editora Paz e Terra, “A dialética da tortura: direito versus direita”. Inicia colaboração, por dois anos, em “O Pasquim”.

1979

Colabora por cinco meses no “Jornal da República”. Desenvolve um trabalho de integração entre a Clínica Social e a comunidade da favela do Morro dos Cabritos.

1980

Adere, com Mário Pedrosa, Lula, Antonio Candido, Apolônio de Carvalho, Sérgio Buarque de Hollanda, ao manifesto de fundação do Partido dos Trabalhadores - PT. Tem início nos auditórios da PUC-Rio, durante o seminário “A psicanálise e sua inserção no modelo capitalista", a crise de Hélio e Eduardo Mascarenhas com a Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro. Motivada pela denúncia do apoliticismo da instituição e pelo fato de ela ter, entre seus quadros de candidatos a analistas didatas o médico e, revelado, torturador Amílcar Lobo. Tal crise se estende por dois anos, culminando na expulsão de Mascarenhas e Pellegrino, reintegrados somente por decreto judicial.

1981

Forma, com Carlos Alberto Barreto, um núcleo antiburocrático do PT, o Clube Mário Pedrosa, freqüentado por diversos intelectuais e artistas. Retoma o casamento com Maria Urbana. Lança, em parceria com Otto Lara Resende, Paulo Mendes Campos e Fernando Sabino, o disco-recital “Os 4 mineiros”.

1982

Inicia colaboração por três anos e meio no jornal “Folha de S.Paulo”.

1983

Integra a Comissão Teotônio Vilela para as Prisões, do grupo Tortura Nunca Mais.

1985

Colabora quinzenalmente na página 11 do “Jornal do Brasil”. Juntamente com Frei Betto e Fábio Lacombe, cria o “MIRE, Mística e Revolução”, grupo de estudos e orações.

Lya Luft e Hélio Pellegrino se encontraram num congresso de escritores em São Paulo. Conheciam-se apenas de nome; depois, por cartas. Nove meses mais tarde, iniciava-se o casamento entre os dois mitos. Uma mulher disposta a começar tudo de novo. Um homem "em sua melhor fase; fascinado pelo mistério: de Deus, da vida, das pessoas, da natureza".

1986

Casa-se com a escritora Lya Luft.

1988

Na madrugada de 23 de março, morre Hélio Pellegrino, vítima do coração.

"Nunca vi tanta mulher bonita", escreveu Rubem Braga, impressionado com a enorme quantidade de mulheres chorando, algumas quase desfiguradas, outras ocultas por grandes óculos escuros, entre as mais de 500 pessoas que foram ao cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.

Conclui o "velho" Braga: "Eu gostaria de conversar sobre isso e outras questões de amor com uma pessoa, ao mesmo tempo imaginosa e lúcida, mas esta pessoa estava metida num caixão em uma capela onde sequer cheguei a entrar, e se chamava Hélio Pellegrino".

A editora Rocco lança a coletânea de artigos “Burrice do demônio”, organizada pelo autor.

1992

A família Pellegrino doa o arquivo do escritor para a Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro.

1993

É publicada a seleção de poemas “Minérios domados”, editora Rocco, organizada por Humberto Werneck.

1998

A coleção “Perfis do Rio”, editora Relume Dumará, lança “Hélio Pellegrino, a paixão indignada”, de Paulo Roberto Pires.

2003

A editora Planeta publica o livro “Meditação de Natal”.

2004

A editora Bem-Te-Vi publica “Arquivinho de Hélio Pellegrino".

Sai, pela editora Planeta, “Lucidez Embriagada”, organização de Antônia Pellegrino, neta do autor.

Foi pensando na morte de Hélio que a escritora Lya Luft escreveu esses versos, logo após sua morte. Segundo ela, para reviver um grande amor entre dois pássaros "varados em pleno vôo".

(...)

V

Insensato eu estar aqui, e viva.
O rosto dele me contempla
vincado e triste no retrato sobre minha mesa;
em outros, sorri para mim, apaixonado e feliz.
Insensato, isso de sobreviver:
mas cá estou, na aparência inteira.

Vou à janela esperando que ele apareça
e me acene com aquele seu gesto largo e generoso,
que ao acordar esteja ao meu lado
e que ao telefone seja sempre a sua voz.

Sei e não sei que tudo isso é impossível,
que a morte é um abismo sem pontes
(ao menos por algum tempo).

Sobrevivo, mas pela insensatez. (...)

("O lado fatal", Editora Siciliano - São Paulo, 1988).

Amigos leitores
Hoje o mérito do artigo nada tem de meu.Dedico este texto à memória de um dos homens mais incríveis que este país já conheceu.No dia 23 de março completou-se mais um ano sem a inteligência de Hélio Pellegrino.O Brasil perdeu um dos seus maiores articulistas sobre a política, além do grande médico engajado em prol da causa dos doentes psiquiátricos.
Acredito que a biografia de Hélio Pellegrino, o seu exemplo de vida dispensa qualquer comentário, enriquece a experiência de qualquer um, faz-nos lembrar do que passou durante o período da ditadura militar, penso que esse período muito deve ter mudado sua visão sobre o mundo em que vivia, foi parte de sua história essa vivência.Através de seu legado escrito podemos nos apropriar de fatos históricos de uma riqueza enorme, além de contar com seu talento para a análise dos fatos.








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Post enviado em 24/01/2008 12h06m

A próxima guerra...????



Amigos leitores
Apesar deste espaço estar destinado mais à area de negócios, como sou professora, recebi um e-mail  ao qual não consegui verificar a autenticidade,mas que seu texto é perfeitamente lógico.Por isso, usarei meu espaço para que possa se abrir um debate sobre o assunto.Vocês poderão colocar suas opiniões,logo abaixo do texto e postar em comentários.
Agradeço a participação,
Tereza Machado

Repasse de e-mail recebido: Verdade ?

A PRÓXIMA GUERRA
Segue abaixo o relato de uma pessoa conhecida e séria, que passou recentemente em um concurso público federal e foi trabalhar em Roraima. Trata-se de um Brasil que a gente não conhece.
As duas semanas em Manaus foram interessantes para conhecer um Brasil um pouco diferente, mas chegando em Boa Vista (RR) não pude resistir a fazer um relato das coisas que tenho visto e escutado por aqui.
Conversei com algumas pessoas nesses três dias, desde engenheiros até pessoas com um mínimo de instrução.
Para começar o mais difícil de encontrar por aqui é roraimense, pra falar a verdade, acho que a proporção é de um roraimense para cada 10 pessoas é bem razoável, tem gaúcho, carioca, cearense, amazonense, piauiense, maranhense e por aí vai. Portanto falta uma identidade com a terra. Aqui não existem muitos meios de sobrevivência, ou a pessoa é funcionária pública, e aqui quase todo mundo é, pois em Boa Vista se concentram todos os órgãos federais e estaduais de Roraima, além da prefeitura é claro.. Se não for funcionário público a pessoa trabalha no comércio local ou recebe ajuda de Programas do governo. Não existe indústria de qualquer tipo. Pouco mais de 70% do Território roraimense é demarcado como reserva indígena, portanto restam apenas 30%, descontando-se os rios
e as terras improdutivas que são muitas, para se cultivar a terra ou para a localização das próprias cidades. (Na única rodovia que existe em direção ao Brasil (liga Boa Vista a Manaus, cerca de 800 km) existe um trecho de aproximadamente 200 km reserva indígena Waimiri Atroari) por onde você só passa entre 6:00 da manhã e 6:00 da tarde, nas outras 12 horas a rodovia é fechada pelos índios (com autorização da FUNAI e dos americanos) para que os mesmos não sejam
incomodados.
Detalhe: Você não passa se for brasileiro, o acesso é livre aos americanos, europeus e japoneses. Desses 70% de território indígena, diria que em 90% dele ninguém entra sem uma grande burocracia e autorização da FUNAI.
Detalhe: Americanos entram na hora que quiserem, se você não tem uma autorização da FUNAI mas tem dos americanos então você pode entrar. A maioria dos índios fala a língua nativa além do inglês ou francês, mas a maioria não sabe falar português. Dizem que é comum na entrada de algumas reservas encontrarem-se hasteadas bandeiras americanas ou inglesas. É comum se encontrar por aqui americano tipo nerds com cara de quem não quer nada, que veio caçar borboleta e
joaninha e catalogá-las, mas no final das contas pasme, se você quiser montar um empresa para exportar plantas e frutas típicas como cupuaçu, açaí camu-camu etc., medicinais, ou componentes naturais para fabricação de remédios, pode se preparar para pagar 'royalties' para empresas japonesas e americanas que já patentearam a maioria dos produtos típicos da Amazônia...
Por três vezes repeti a seguinte frase após ouvir tais relatos: É os americanos vão acabar tomando a Amazônia e em todas elas ouvi a mesma resposta em palavras diferentes. Vou reproduzir a resposta de uma senhora simples que vendia suco e água na rodovia próximo de Mucajaí:
'Irão não minha filha, tu não sabe, mas tudo aqui já é deles, eles comandam tudo, você não entra em lugar nenhum porque eles não deixam. Quando acabar essa guerra aí eles virão pra cá, e vão fazer o que fizeram no Iraque quando determinaram uma faixa para os curdos onde iraquiano não entra, aqui vai ser a mesma coisa'.
A dona é bem informada não? O pior é que segundo a ONU o conceito de nação é um conceito de soberania e as áreas demarcadas têm o nome de nação indígena. O que pode levar os americanos a alegarem que estarão libertando os povos indígenas. Fiquei sabendo que os americanos já estão construindo uma grande base militar na Colômbia, bem próximo da fronteira com o Brasil numa parceria com o governo colombiano com o pseudo objetivos de combater o narcotráfico. Por
falar em narcotráfico, aqui é rota de distribuição, pois essa mãe chamada Brasil mantém suas fronteiras abertas e aqui tem Estrada para as Guianas e Venezuela. Nenhuma bagagem de estrangeiro é fiscalizada, principalmente se for americano, europeu ou japonês, (isso pode causar um incidente diplomático)... Dizem que tem muito colombiano traficante virando venezuelano, pois na Venezuela é muito fácil comprar a cidadania venezuelana por cerca de 200 dólares.
Pergunto inocentemente às pessoas; porque os americanos querem tanto proteger os índios.. A resposta é absolutamente a mesma, porque as terras indígenas além das riquezas animais e vegetais, da abundância de água são extremamente ricas em ouro (encontram-se pepitas que chegam a ser pesadas em quilos), diamante, outras pedras preciosas, minério e nas reservas norte de Roraima e Amazonas, ricas em PETRÓLEO.
Parece que as pessoas contam essas coisas como que num grito de Socorro a alguém que é do sul, como se eu pudesse dizer isso ao presidente ou a alguma utoridade do sul que vá fazer alguma coisa. É pessoal, saio daqui com a quase certeza de que em breve o Brasil irá diminuir de tamanho. Um grande abraço a todos. Será que podemos fazer alguma coisa???
Acho que sim.
Repasse esse e-mail para que um maior número de brasileiros fique sabendo desses absurdos.
Mara Silvia Alexandre Costa Depto de Biologia Cel. Mol. Bioag.
Patog. FMRP - USP
Opinião pessoal:
Gostaria que você, especialmente que recebeu este e-mail, o repasse para o maior número possível de pessoas. Do meu ponto de vista seria interessante que o país inteiro ficasse sabendo desta situação através dos telejornais antes que isso venha a acontecer.
Afinal foi um momento de fraqueza dos Estados Unidos que os europeus lançaram o Euro, assim poderá se aproveitar esta situação de fraqueza norte-americana (perdas na guerra do Iraque) para revelar isto ao mundo a fim de antecipar a próxima guerra. Conto com sua participação, no envio deste e-mail..
Celso Luiz Borges de Oliveira Doutorando em Água e Solo FEAGRI/UNICAMP
Tel: (19) ... Celular: (19) ... e-mail´s:
Celso@ufba.br ; celso@agr.unicamp.br; celsoborges@gmail.com



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Post enviado em 03/01/2008 13h27m

VOLTEI : Retorno às atualizações.



Queridos amigos leitores
Como anunciei ,por motivos sérios, tirei um período de descanso no final do ano.
Retorno às atualizações do site,desejando que este ano seja produtivo para todos , em todos os sentidos:mais saúde, mais ânimo para estudar e pesquisar, mais dinheiro, mais paz, mais proteção nas ruas e em casa.
Enfim, que 2008 venha resgatar nossos melhores momentos e que aprendamos a dar o melhor de nós mesmos sempre que for necessário.
O mundo passa por problemas gerais, desde a preservação do Planeta como problemas políticos,diplomáticos, econômico-sociais.
No Brasil, mais uma vez, depois de termos assegurado em 2007 ainda, que a queda do imposto CPMF não iria acarretar novos impostos fomos surpreendidos(aliás, já esperavámos por isso) por um novo pacote presidencial de medidas e aumentos de impostos, suspensão de aumento para os funcionários públicos.Sempre a Classe Média(Ainda existe?Sobrevive?) é que paga a conta, até mesmo os políticos já começam a ter que dizer aquilo que o povo já sabe.
Já pagamos de Imposto de Renda(que recai sobre o nosso trabalho-renda????) 27,5 % sobre o que trabalhamos, ou seja mais de 4 meses de salário para pagar o que trabalhamos durante o ano vão para os cofres do Governo.
Quero ser otimista, quero acreditar que podemos mudar o mundo, que o ser humano ainda será passível de mudança, que a violência diminuirá sem mais violência.
Mas temos que continuar a nossa luta por dias melhores para todos do Planeta.Não dá para ser feliz sabendo que o nosso vizinho, literalmente falando, ou outro país, sofre com guerras, fome, ameaças de terrorismo.
Cada um de nós deve procurar fazer o que sabe melhor do que nunca.Não optemos pela inércia,optemos pela AÇÃO.Façamos tudo o que pudermos para melhorar o lugar onde moramos, começando pela nossa família, nossos vizinhos, nosso trabalho, nosso bairro.Ou seja, aquilo que for possível fazer.Por que não doar tudo aquilo que nos sobra?Por que não tentar aliviar a fome de nossos irmãos carentes?Por que não tentar levar conhecimento onde não exista?Se diminuirmos a ignorância(no sentido do desconhecimento) será muito difícil mudar,ainda mais para melhor.
Amigos, faço a minha parte, conclamo a cada um que, do lugar onde estiver faça o mesmo.Só a união geral de todos os povos poderá trazer a PAZ que tanto almejamos.
Felicidades, muitas alegrias em 2008.
Terezinha Machado



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Post enviado em 11/12/2007 15h13m

Ausência por motivo d e luto.







Queridos amigos



Por motivo de falecimento de minha mãe, no dia 8 de dezembro,próximo-passado, encontro-me sem condições de atualizar o site.

Acredito que ,com a proximidade das festas de final de ano,não haverá grande prejuízo para todos se eu tirar umas pequenas férias até janeiro de 2008.

Desta forma, fica combinado que o blog estará, temporariamente sem atualizações.

Tão logo entre o mês de janeiro, retornarei, se Deus quiser, mais conformada com a perda de minha mãe, e reiniciarei as atualizações.

Bom Natal e um Feliz Ano Novo para todos:muita saúde, amor e prosperidade.



Um grande abraço fraterno,

Tereza Machado



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Post enviado em 01/12/2007 19h43m

Um novo modo de enxergar a “observação”



Quem está por trás do fenômeno das Casas Bahia? Michael Klein é a resposta certa. Tem um lema direto: “VAI, OLHA E FAZ!".Tem como grande característica a prática clássica dos grandes empreendedores: o contato direto com o mercado.Vejamos como outras empresas seguem esse lema , o lema da observação direta.

O mundo está passando por viradas significativas. Temos, recentemente a compra da ABN Amro, em setembro passado, foi a maior transação da história financeira mundial, num consórcio formado pelo britânico Royal Bank of Scotland e pelo próprio Santander, assistimos um negócio de US$100 bilhões pela compra do banco holandês pela gigante espanhol Santander. Um banco que tem uma forma peculiar de lidar com os problemas e que tem a tendência de "pisar" o que não concordar e não sair da sua frente.

Outro exemplo não tão recente, a Toyota colocou o seu engenheiro-chefe para dirigir por todos os estados do México, dos Estados Unidos e do Canadá. Objetivo: familiarizar-se com os hábitos e gostos dos motoristas, antes de desenhar o primeiro carro para esse mercado.”No Japão, a cultura de resolver os problemas no próprio lugar onde eles ocorrem vem dos primeiros dias da Toyota e de seu fundador, Kiichiro Toyoda. Qualquer funcionário da montadora japonesa, em qualquer parte do mundo, aprende a indagar varias vezes a razão dos problemas, até determinar sua origem. É o princípio fundador da companhia, aplicado in loco, nunca a distância. Nenhuma outra companhia abraça com maior determinação conceito de observação em primeira mão.”(Revista Negócio, Época, nov./07)

A observação como categoria de análise de mudança ou criação de um novo negócio: a Disney, recentemente, colocou seus funcionários para observarem os visitantes e seus maiores interesses dentro do Parque Temático: construíram a montanha-russa Expedition Everest, ao lado do museu do Abominável Homem das Neves. Resultado, as filas são enormes para aventurar-se na Montanha-russa.

Este artigo, na verdade, é uma “passada-de-olhos” na Revista “NEGÓCIOS”, publicada pela Época do mês de novembro.Creiam que é uma boa leitura, por compactar a maior parte dos fatos notórios e interessantes acontecidos no meio dos negócios, a cada mês.

Sabemos que num mundo corporativo globalizado, digitalizado, não será por falta de tecnologia avançada de informação que se partiria para uma nova forma de resolver problemas “in loco”, há algo mais por trás dessa nova postura. O que está sendo descoberto, uma nova “pólvora” no mundo dos negócios?

Como Educadora sempre disse, nas reuniões com a Direção, que nunca se deve tomar uma decisão, fazer um julgamento baseado no “olhar” de outro, podemos nos estressar, sem necessidade, simplesmente porque aquele olhar , certamente, está comprometido como que viu e narrará o fato de acordo com os seus valores, conhecimentos e sensibilidade própria.

Daí , vejo agora que as empresas também estão partindo par ir ao foco do problema no local onde ele ocorre.Isso pode fazer toda a diferença no resultado da “ observação”. A sabedoria popular já dizia, há muito tempo: ”Quem quer vai, quer não quer manda!”

No Brasil, no final dos anos 90, vimos tentativas das empresas se aproximarem mais do consumidor. Há um relato da Gessy Lever levar seus agentes a subirem os morros cariocas para visitarem seus clientes, em busca de maior conhecimento de sua forma de consumir. Executivos, da Mazda, vasculhando desmanches de automóveis em busca de pistas sobre possíveis falhas nos automóveis de sua marca. Ao mesmo tempo, o executivo da Gatorade no Brasil estimulava seus funcionários a visitarem academias de ginástica para observar os consumidores.

Atualmente temos um programa da Procter&Gamble, o “Living in it”, que consiste em deixar executivos morando por uma semana na casa de uma família para observar de perto seus hábitos: como consome os produtos, quais são eles,como esta família está exposta à mídia. Seu gerente de Relações Externas, André Quadra, explica que este método não é um substituto, mas sim um complemento às pesquisas realizadas quantitativamente. (Na Educação, esta etapa seria o que chamamos de etapa qualitativa da pesquisa). Michael Klein, das Casas Bahia nos ensina que “(...) se estou numa loja,eu atendo também”. Pergunta à consumidora como foi atendida, conversa com outro consumidor se seu produto foi bem montado, ele mesmo se define como um presidente presente quando diz; ”Faço um social com o cliente”. E ainda arremata, “não é só elogio que a gente ouve, não.”

Vamos encerrar essa passada de olhos nos bem escritos artigos da revista com um episódio vivido por Klein, estava inaugurando uma loja em Itaquera, na periferia da Zona Leste de São Paulo, quando decidiu ir mais adiante, até o distante bairro de cidade Tiradentes. “Lá, só encontrou um supermercado e um caixa eletrônico. Não era muito, mas foi o suficiente para animá-lo. Onde tem muita gente é preciso ter uma Casa Bahia.” Hoje, ao que parece, tem.

A última análise deste artigo é de Klein: “Eu respeito o empresário mais matemático, que fica em sua sala fazendo contas. Mas a filosofia aqui é outra (Casas Bahia): Você vai,olha e faz.”

(Por Terezinha Machado)





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Post enviado em 05/11/2007 11h22m

A Quinta disciplina-A Dança das Mudanças



A quinta disciplina-A Dança das Mudanças

Peter Senge é um dos autores mais atualizados sobre Gerenciamento de Negócios, como promover mudanças positivas na organização. Sem dúvida, um livro que não poderá deixar de constar na sua lista de próximos livros a serem lidos na área de Educação Corporativa, Gerenciamento de Negócios e Pessoas. O título do artigo é o título do livro.

A maior indagação feita a Peter Senge e seus colaboradores é sobre pessoas na dúvida de irem além dos primeiros passos no processo de mudança organizacional. Há um certo temor em mexer no que está dando certo. Entretanto, os teóricos da área sempre apontam para as mudanças. Mexer no que no momento está dando certo, é apostar em algo não visível ainda. No mundo da Consultoria de Empresas é necessário ser um tanto visionário, ver além do momento presente, contextualizar as tendências mundiais mostradas pela Globalização, perceber os movimentos de consumo, de preço, de custo-benefício de cada modificação a ser incorporada ao processo de mudança na Empresa.

Nada deve ser feito sem um Planejamento, digamos, “didático”, ou seja, onde cada etapa a ser implantada fosse clarificada para todos. Não é somente o staff da Presidência que tem que estar bem informado, este é um grande erro e pode ser fatal.

Todos na Empresa devem ser beneficiados pelo fluxo de informações para que cada funcionário se torne co-responsável pela mudança. Infelizmente, ainda temos Empresas que trabalham dentro de uma administração arcaica, onde o poder é que resolve tudo, centrado e focado no dono da empresa e as decisões somente são dadas ao conhecimento geral se assim o dono da empresa decidir.

Palestras, treinamento contínuo, valorização pessoal, envio de funcionários para determinados cursos podem ser a grande chave que abrirá a porta do sucesso daqui a pouco tempo. Quem recebe da Empresa vantagens que beneficiam ao próprio funcionário e à sua família já o predispõe a dar o máximo de sua capacidade e comprometimento para elevar o nível de sua Empresa.

O autor nos chama a atenção par um tipo de atitude que é desastrosa no caminhar da Empresa ao sucesso: ”Falta de Tempo”.

Talvez a primeira mudança, neste caso, seja a necessidade de se promover o controle sobre o tempo, ou seja, a organização de cada funcionário ao desempenhar suas funções e o tempo de resolver as questões de cada departamento. Há a necessidade de treinamento e redimensionamento do tempo que se colocou no Planejamento de cada setor para alcançar suas metas.

Indico, com muita tranqüilidade, a leitura deste livro que mostra como as mudanças necessárias foram feitas em empresas do porte de British Petroleum, Chrysler, DuPont, Exército dos Estados Unidos, Ford, General Eletric, Harley-Davidson, Hewlett-Packard, Mitusbishi Eletric, Royal Dutch/Shell, Shell Oil Company, Toyota e Xerox. Só pelas Empresas citadas já valeria a nossa leitura, pela aprendizagem que nos passa cada uma delas em demonstrar seu planejamento e etapas de mudança.

Falemos um pouco de Peter Senge: é palestrante sênior do Massachusetts Institute of Technology, presidente da Society for Organizational Learning e autor do best-seller “A Quinta Disciplina”, laureada pela Harvard Business Review como um dos “cinco melhores livros de negócios” das duas últimas décadas.

Enfim, não tenho a pretensão de fazer um comentário de todo o livro, já que o mesmo tem 676 páginas. Farei apenas o comentário da parte inicial do livro.

O autor nos convida, logo no início a imaginar o Mundo daqui a vinte ou trinta anos. Faz-nos refletir sobre a vida mais tumultuada, novas descobertas, mudanças de valores sociais, novas tecnologias da informação. Certamente ninguém terá esta resposta. Apenas uma certeza, assim como lidamos com os problemas de hoje, as novas gerações têm que se preparar e serão capazes de lidar com os problemas vindouros.

O autor nos chama a atenção para quem é líder organizacional, em qualquer nível, onde a tarefa é desafiadora. Segundo Senge: “(...) Você está envolvido, de fato, em uma grande aventura de exploração, risco, descoberta e mudanças, sem qualquer mapa que lhe mostre o cenário completo e lhe sirva de guia..(...)” (página 13)

Peter Senge usa uma expressão que me fez para parar e pensar: “organizações que aprendem”, mas não se detém sobre ela. Como Consultora e Educadora, esta expressão me deixou alerta. Sim, é justamente o que precisa ser feito para que no futuro possamos enfrentar toda essa carga de mudanças, tanto na sociedade e seus valores, como no interior das empresas, gerando produtos, serviços e empregando pessoas, construindo uma organização que aprenda. Imagine que quanto mais eficiente for e aumentar suas vendas, mas oportunidade terá de empregar. Mas há também o desenvolvimento da robótica, que vem eliminando muitas funções, anteriormente somente realizadas pela força humana. Isto é um sinal de preocupação, um desafio. Afinal, um Mundo de Trabalho, mas um Mundo sem Empregos?

Ainda sobre a expressão usada pelo autor apenas uma vez, mas que me provocou vivo interesse (“organizações que aprendem”): um dos caminhos para enfrentarmos o futuro já começou ontem, através da Educação Continuada. Não há como cursar uma Graduação e parar, o Mundo não espera por você. Tem que estar continuamente se preparando para alcançar outros patamares dentro da empresa. A Empresa tem que se preocupar com os contínuos treinamentos de seus funcionários/parceiros. A Empresa que não enxergar que o funcionário é o seu maior patrimônio tenderá a entrar em desequilíbrio, com alta rotação de pessoas sempre insatisfeitas.

Diz o autor: “(...) A maioria das iniciativas de mudanças fracassa Dois estudos independentes dos anos 90, um publicado pela Arthur D. Little e outro pela McKinsey&Co. descobriram que, de centenas de programas corporativos de Gestão de Qualidade Total estudados, cerca de dois terços “acabam sendo suspensos porque deixam de produzir os resultados esperados”. A reengenharia não teve melhor êxito; inúmeros artigos, incluindo alguns dos fundadores da reengenharia, apontaram um índice de fracasso de aproximadamente setenta por cento.

Fica claro, nos capítulos iniciais do livro, que as empresas que não têm um bom histórico em programas de mudanças, ou seja, não conseguem sustentabilidade significativa para Planejamentos que mexam com toda a sua estrutura. Na opinião do autor, à qual me filio, não há especialista, consultor, gerente comprometido que possam remediar as fontes desses problemas nas empresas, mas de qualquer forma, também há a certeza de que se elas não mudarem tenderão ao fracasso total.

Para chegarmos a entender melhor a lição que o livro nos passa, somente lendo-o até o final. Quis, nesse artigo, apenas “provocar” o leitor a ler este fantástico livro que muitas lições ensina. Sabemos que há muito Super Ego achando que a Teoria irá resolver todos os problemas empresariais. Não acredito nisso. Numa das empresas em que trabalhei, o Diretor-Presidente contratou uma consultoria de reengenharia. Ainda muito nova, sem experiência, como funcionária da empresa pude perceber que esse consultor “cortava sem anestesia”, a preocupação dele era apenas fazer entrevistas com os funcionários para saber (provavelmente) quem era dispensável e assim ser demitido, diminuindo as contas da firma. A mim chegou a perguntar que outras funções eu “agüentaria” desempenhar, juntamente com as que já exercia. Após essa fase, sumiu duas semanas e veio com o Relatório que lhe valeu uma boa retribuição financeira. Logo após a leitura do Diretor-Presidente, começaram as demissões e as mudanças de funções. O Consultor deu um, apenas um dia de treinamento e se foi.Quatro anos depois, a Empresa sucumbiu.

Desculpe pelo final infeliz do artigo, mas deixou marcas profundas. Precisamos da humanidade também junto com o desenvolver da Consultoria. Este trabalho, feito apenas de forma fria, por alguém de fora, que depois some e deixa apenas os resultados é o responsável, mesmo que não se importe com o que deixou “plantado” na Empresa.

Vamos à leitura do livro, você vai gostar.



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Post enviado em 22/10/2007 16h49m

Gestão de Pessoas




Gestão de Pessoas
Avaliação de Desempenho com foco nas COMPETÊNCIAS.


O Mercado de Trabalho diariamente apresenta mudanças, tanto em nível das novas Tecnologias de Informação, Novas Tecnologias relativas ao maquinário, surgimento de novas demandas, provocadas por fatos que a Globalização nos impõe, rapidez de resolução, novas respostas a situações que se instalam no estalar dos dedos.

Este artigo tem a finalidade de refletir sobre um assunto muito comentado, mas nem sempre compreendido no mundo corporativo: Gestão de Pessoas, com tudo o que isto significa –análise de desempenho focada nas competências e habilidades, avaliação técnica e comportamental. Entretanto, o que se irá refletir é justamente o erro que alguns parâmetros de avaliação podem induzir nesta análise, o que prejudicaria não só o funcionário em pauta, como toda a organização que passará a se balizar pela forma como este funcionário foi avaliado para bem ou para mal e daí passar a se comportar da forma que achar que poderá lhe garantir um melhor lugar ou, ao menos, preservar seu lugar na Empresa.

Quando se fala em Gestão de Pessoas, recorda-se do mesmo assunto na área Pedagógica, que é a Avaliação por Competências.

Na verdade, funciona com a já tão falada Educação Continuada. O que exatamente se quer dizer com esta frase? Na Escola ou na Empresa é necessário que se continue, diariamente, a perseguir a atualização nos assuntos estudados ou, nas empresas, nas funções desenvolvidas.

Não há mais como frear o desenvolvimento lançado ao Mundo pelo processo da Globalização. Necessita-se ajustar os saberes às novas demandas de mercado, isto em qualquer área. É uma questão de estar dentro ou fora do Mercado de Trabalho, ou seja, de sobrevivência. Quem faz uma graduação e pára, está decretando seu afastamento gradual de chances de Empregabilidade.

O Mercado de Trabalho está cada vez mais exigente. Basta comprarmos os anúncios de emprego de duas décadas ao momento atual: além de serem em número muito reduzido, comparativamente, as exigências são grandes – ser bilíngüe, saber trabalhar com Windows, Word, PowerPoint, Excel, etc, redação própria, de preferência que possa viajar e tenha condução própria.

Voltando ao foco do artigo, esclarece-se de que falamos em Gestão por Competências, onde é necessário que a Liderança da Empresa tenha definido e claro em seus Relatórios mapeamentos que englobem as competências da organização, as competências por função e o que se espera das competências dos colaboradores.

É sempre benéfico, ao se escrever um artigo que se tenha um Referencial Teórico que possa legitimar as idéias contidas. Neste caso, a referência é a de Rogério Leme em seu livro “Avaliação de Desempenho com foco em competência - A Base para Remuneração por Competências”.

Rogério Leme cita Scott B. Parry em sua definição de competência, que segundo ele é a que mais lhe agrada: “Um agrupamento de conhecimentos, habilidades e atitudes correlacionadas, que afeta parte considerável da atividade de alguém, que se relaciona com seu desempenho, que pode ser medido segundo padrões preestabelecidos, e que pode ser medido por meio de treinamento e desenvolvimento”. O autor, daí extrai uma sigla que fundamenta sua ação: CHA - Conhecimento, Habilidade, Atitude.
Segundo ainda Rogério Leme, as explicações para cada letra da sigla são:
• “O Conhecimento é o saber, o que aprendemos nas escolas, universidades, nos livros, no trabalho, na escola da vida. Sabemos muito, mas não utilizamos tudo o que sabemos”.
• “A Habilidade é o saber fazer, tudo o que utilizamos dos nossos conhecimentos no dia-a-dia”.
• “Já a Atitude é o que nos leva a exercitar nossas habilidades de um determinado conhecimento, pois ela é o querer fazer”.

Verdadeiramente, em qualquer situação a Atitude é que nos leva à Ação. Pode-se até errar, mas a omissão frente a uma situação pode ser muito mais desastrosa do que o erro pela ação. Por favor, leitor, não estou defendendo o “fazer pelo fazer”, há de ter para cada função um funcionário “treinado” e que conheça bem a sua tarefa. Por isso defendo a Atitude como não só a forma comportamental do termo, como também a execução técnica da mesma.

Não mais funciona o formato dos antigos Treinamentos. Aliás, pessoalmente, não gosto desta palavra, ela carrega um “ranço” de colocar todo um grupo de pessoas numa mesma forma, todos devem sair iguaizinhos. Eu usaria, com menor incômodo a palavra atualização, sem também recorrer aos termos técnicos em outras línguas. Será que há necessidade de abrirmos mão da nossa Língua Pátria pra sermos melhor reconhecidos, como donos de um determinado conhecimento?

Atualmente, os “Treinamentos” são muito mais participativos, com uma grande incidência de saída da empresa, geralmente em um hotel, com diversidade de atividades, como palestras, oficinas, lazer orientado, oficinas ao ar livre, com técnicas de relaxamento, dinâmicas de grupo, entre outras.

Toda Empresa necessita de resultados, caso contrário, não sobreviverá. Muitos teóricos da área sociológica e de Recursos Humanos apontam para a Teoria do Capital Humano, onde pode se apontar as pessoas, os funcionários como o maior patrimônio da Empresa.

Por isso, se cada pessoa estiver no lugar certo, desempenhando a função para qual está melhor habilitado, pode-se esperar um melhor resultado de seu trabalho, fato este que agregado a situação dos outros funcionários levará, certamente, a Empresa a obter seus lucros, de acordo com as planilhas desenvolvidas pelos técnicos.
Infelizmente, ainda existem empresas que colocam o LUCRO acima de qualquer outro objetivo, esquecendo-se que ela existe em função de uma demanda social. Assim sendo, citando Norton e Kaplan com o princípio de sua metodologia BSC (Banlanced Sorecard), trata a saúde da empresa “por meio da Gestão de Estratégia, com base em quatro perspectivas básicas: Cliente, Finanças, Processos e que precisam estar equilibradas”.

Finalizando, é necessário que se busque resultados positivos nas Empresas, sem, entretanto, “esmagar” de forma autoritária todo o fluxo de relacionamento entre os diversos setores e pessoas, cada uma na sua função.

Mesmo de fora de uma Empresa, basta entrar e conversar com um dos funcionários da Empresa para se saber qual é o “jogo” que rola no carpete. Se estiver feliz, falando bem da empresa, dando informações com segurança, pode apostar que esta Empresa trabalha visando Lucro sim, mas que aplica a estratégia da Gestão de Pessoas, valorizando seu Patrimônio, seus funcionários. Ao contrário, se você for mal atendido, receber algumas informações dúbias do tipo: “O senhor sabe como é, a ordem não é minha, é o Chefe que quer assim!”, ou basta até um olhar de desânimo ou mesmo de raiva para você perceber que entrou numa Empresa que não terá vida longa.

Até o próximo artigo, prezado Leitor!




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